CARD - URBAN FIGHT ART

 

LOCAL DO EVENTO

State Farm Arena - Atlanta, Geórgia, Estados Unidos
Capacidade: 18.100 pessoas

THEME SONG
Cypress Hill - Insane in the Brain

POSTER PROMOCIONAL

CARD

Promo: Temos um campeão!
Tommaso Ciampa é o primeiro World Heavyweight Champion da Wrestling Society e ele quer comemorar sua vitória

Singles Match: Alberto Del Rio vs. Prince Devitt
Tudo começou com Ricardo Rodriguez e culminou num Low Blow, nos levando a uma luta x1 dos dois lutadores

Singles Match: Champagne Lover vs. Oba Femi
Depois de saírem brigando pela arena, Lover e Femi irão ter sua luta e, dessa vez, promete ser carregada com bastante ódio

Promo: Ele ama um Sex!
Conheceremos a verdadeira história de Max, O Homem que Ama um Sex em sua carreira na indústria cinematográfica

Triple Threat Match: Andrade "El Idolo" vs. Corey Graves vs. Role Model
Buscando subir nos rankings, três lutadores vão se enfrentar para obter sua primeira vitória na Wrestling Society

PROMOS: Até as 23:59 do dia 12 de março (Quinta-feira)

Comentários

  1. Um segmento se inicia no Aeroporto Miguel Hidalgo y Costilla, em Guadalajara, no México. Alberto del Rio é acompanhado por Ricardo Rodríguez, conduzindo malas antes do Urban Fight Art, vestindo um fino terno azul-marinho. Enquanto Ricardo conversa com seguranças e autoridades responsáveis pelo local, Alberto é cercado por pessoas que desejam fotos e autógrafos, mas as ignora e segue seu caminho após a liberação para uma sala especial. Os dois param na porta, observam a presença da câmera, e o manager toma a palavra para iniciar o discurso enquanto o lutador se coloca à sua frente.

    Uma nova era se iniciou. A Epítome da Excelência iniciou sua jornada rumo à conversão da nova sociedade do wrestling ao que chamamos de santificação. As mentiras, as farsas, os fracos e os oprimidos começaram a cair por terra. E a primeira cartada de grandeza de um herói valente, o valente dos valentes, ganhou o primeiro passo. Mas urge a necessidade de não ignorar o que se sucedeu no primeiro show deste recinto de renovação. Naquele dia, Alberto del Rio teve seu caminho rumo ao topo rasgado. Roubado, injuriado e surrupiado por essas autoridades que já começam a colocar a garra de fora. Eu não estava presente porque fui covardemente atacado por um zé ninguém que se crê ser o príncipe das multidões. Alberto precisou encarar a covardia que foi feita sem que houvesse qualquer tipo de retaliação aos infratores.

    Mas diante de tudo isso, por que ainda estamos aqui? Poderíamos pegar essas malas e curtir a beleza de Cancún. Mas isso não seria... excelência. Excelência é pisar na cabeça das cobras que tentam lhe envenenar o tempo inteiro. Excelência é entender que sempre há espaço para melhorar e evoluir. Excelência é compreender que sempre há um lugar mais alto do que o topo. Excelência é saber a hora certa de agir e vingar-se, mas também a hora certa de colocar-se de pé diante das adversidades. Excelência é saber que o que está ao seu redor não importa quando você se basta por si mesmo. Excelência é não julgar seus próprios erros, mas aprender com ele.

    E amigos... bons amigos... e até inimigos... vocês estão diante da Essência da Excelência. ALBERTO DEL RIO!


    Alberto começa a andar pela sala especial, e vemos mesas com frios e vinhos de alta qualidade. O Bravo dos Bravos degusta alguns dos alimentos a ele dispostos e aponta para uma das garrafas. Enquanto Ricardo o serve, Del Rio toma a palavra.

    No primeiro show, eu estive perto da glória, mas ela foi arrancada de mim. Enquanto meu companheiro de jornadas estava no hospital, eu estava mentalmente fragilizado. Eu só queria saber de me vingar de Prince Devitt, o homem que o atacou brutal e covardemente. E talvez psicologicamente esqueci do que verdadeiramente importava: o cinturão. Mas tudo bem. Excelência é não julgar seus próprios erros, mas aprender com eles, como Ricardo declarou. O cinturão neste momento é só uma questão de tempo, e sei que ele me espera. Mas há uma situação antes que necessita ser resolvida: acabar com Devitt.

    Então vamos ao que realmente interessa.


    Ricardo serve Alberto com o vinho que foi solicitado. A Epítome da Excelência bebe de forma rápida e seu semblante se transforma também de forma rápida. Logo depois, tira o paletó, a gravata e desabotoa as mangas da camisa para retomar o discurso.

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    1. O Alberto que você vai encarar nesse Urban Fight Art não é o Alberto de outrora, desesperado por se provar. Este é você. Querendo mostrar ao mundo que pode conquistar o topo da Wrestling Society. Mas não, você não vai conseguir. Porque enquanto você quer se provar, eu só quero o que é meu por direito: socar sua cara até seus dentes caírem pela garganta, rasgarem seu intestino e saírem na sua bunda. E você até pode querer se justificar, se basear em cima da vingança. Vá em frente, estou ansioso para isso. Homens movidos por vingança costumam cometer erros, e eu aproveito esses erros.

      Pode até parecer uma frase besta, mas não é. Na verdade, isso foi o que aconteceu comigo na semana passada. Eu me vinguei de você quando acertei você nas fragilidades inutilizadas e te eliminei da briga pelo topo, mas ao mesmo tempo, esqueci do meu objetivo real. E essa é a hora em que mostro ser a Essência da Excelência e aprendo com meus erros: espero você e toda sua raiva de cabaço para reverter a situação ao meu favor e ter meu braço erguido quando o gongo soar pela vez final no nosso embate. Eu estarei de pé, como a verdadeira Realeza dessa nova sociedade. E você, que se diz príncipe, será apenas mais um plebeu.

      A aristocracia do tablado sempre teve um dono verdadeiro, e você sabe que este sou eu. Todos sabem. Eu sou superior por natureza em relação a você e a qualquer outro filho da puta burro que decidir atrapalhar minha busca pela santificação desta nova sociedade do wrestling. Todos em breve estarão curvados à Realeza. E você, Prince, será o primeiro. Prove-se digno de sobreviver, e eu posso até dar uma chance de deixar você em busca de algo menos relevante, como sua trajetória. Mas no Urban Fight Art, você vai ver que a rua... nunca vence. Quem vence é a Excelência.

      Embora ver você sentir aquela dor mais uma vez seria um prazer incalculável, eu não preciso de um golpe baixo para te derrubar. Quem vai te derrubar será a verdade que você, como um tolo pecador diante da Realeza, se recusa a aceitar: você não é melhor do que eu. Tente se provar, tente mostrar ao mundo que é capaz. Eu não sou capaz, eu sou mais do que isso. Eu sou excelente. Eu sou a Essência da Excelência.


      Ricardo coloca a mão no braço esquerdo de Alberto, lhe oferece mais uma taça de vinho e pede permissão para encerrar o discurso com seu tradicional grito.

      Permita-me, amigo. Ele é... ALBERTOOOOOOO... DEL RIO!

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  2. Vai ao ar uma promo gravada por Oba Femi na vazia State Farm Arena, em Atlanta. The Ruler encontrava-se sentado no centro do ringue e, com uma expressão séria, esperou que o cameraman focasse nitidamente em seu rosto. O que antes era seriedade passou a ser ódio, e Femi abruptamente cerrou o silêncio.

    Maldito beberrão que ousou ficar em meu caminho. MALDITO! Eu poderia estar disputando o cinturão principal dessa empresa se não fosse por esse inseto cachaceiro. Essa briga resultará em sua aniquilação. Não terei dó. Não terei pena. Não terei compaixão. Terei somente um objetivo: acabar com a sua vida até que minhas mãos estejam repletas de sangue. Você será a primeira, mas não a última vítima que The Ruler fará. Todos que pisarem no meu quintal não sobreviverão. Eu ditarei seus respectivos destinos, pífios lutadores. E esse destino é a morte. Fujam.

    A gravação se encerra após Oba Femi dar um soco na câmera e gritar estrondosamente. The Ruler, Oba Femi

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  3. A câmera se abre lentamente. Corey Graves está sentado, inclinado para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos. Não há tensão no rosto, apenas um olhar calmo, analítico. Ele observa a lente por alguns segundos antes de falar.

    Então… o Battle of Los Angeles seguiu em frente. Tomasso Ciampa venceu. Effy caiu. E, tecnicamente, eu estive naquela luta quando o sino final tocou. Mas existe uma diferença enorme entre estar presente em uma derrota… e ser derrotado. Eu não fui o homem no chão. Não fui o corpo sendo contado. Não fui o erro que decidiu o resultado. Eu apenas fui o único naquela luta que entendeu exatamente o que estava acontecendo, e as vezes compreender o sistema vale mais do que vencer uma rodada dele. O torneio seguiu sem mim, é verdade. Mas títulos não desaparecem porque um caminho específico se fecha. O topo da Wrestling Society não deixou de existir só porque o Battle of Los Angeles tomou outro rumo. Ele continua lá. E quando o momento certo aparecer novamente… eu estarei exatamente onde sempre estive: no ponto onde inteligência encontra oportunidade.

    Mas antes que alguém pense que isso é uma pausa… vamos falar sobre o presente. Role Model. Andrade El Ídolo. Eu. Três pessoas entrando em um ringue por algo que muitos chamariam de “momentum”. Um conceito curioso nesse negócio. Momentum é a maneira que o wrestling encontrou para descrever algo simples: direção. A sensação de que alguém está avançando enquanto outros estão presos no lugar.

    A câmera não se move. Corey Graves permanece sentado, agora com um leve sorriso no canto da boca,não de satisfação, mas de compreensão.

    Porque no fim das contas, é isso que me separa do resto desse vestiário: eu não preciso correr atrás do topo. Eu entendo como o topo funciona. Eu entendo que carreiras nesse negócio são ciclos, ascensão, queda, reinvenção, esquecimento, e a maioria dos lutadores passa a vida inteira tentando escapar desse padrão. Eu não escapo dele. Eu o manipulo. Cada combate, cada torneio, cada desvio de rota é apenas mais um capítulo dentro de um quadro muito maior. Alguns lutadores precisam de cinturões para provar que são relevantes. Outros precisam de vitórias consecutivas para convencer a si mesmos de que ainda pertencem ao jogo, e eu? Não preciso de nenhum dos dois. Preciso apenas continuar sendo aquilo que sempre fui: o homem que entende o sistema melhor do que qualquer um dentro dele, e quando você entende o sistema, você nunca está realmente fora da corrida, mas apenas escolhendo o momento certo para reaparecer no topo dela.

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    1. Agora, olhando para vocês dois, Model e Ídolo… é quase fascinante perceber o quão diferentes vocês são na superfície e o quão idênticos vocês são no fundo. Uma vive da aprovação do público, da ideia de ser inspiração, como se a adoração coletiva pudesse compensar a falta de autoridade real dentro do ringue. O outro vive da própria estética, da pose, da elegância ensaiada, como se andar devagar e falar bonito fosse suficiente para convencer o mundo de que postura é algo que se veste como um terno caro. Mas no final, vocês dois dependem da mesma coisa: reação. Vocês precisam que alguém olhe para vocês e diga “isso importa”. Eu não. Eu entro nesse ringue como um fato, não como uma proposta, enquanto vocês dois estão preocupados em parecer relevantes, eu estou ocupado sendo estruturalmente impossível de ignorar. Role Model tenta liderar uma multidão que nunca pisaria em um campo de batalha real, e Andrade tenta governar um reino que só existe dentro da própria cabeça. Nenhum de vocês percebe que o problema nunca foi talento ou esforço, o problema é que vocês dois ainda acreditam que esse negócio recompensa quem parece grande… quando na verdade ele sempre recompensa quem consegue esmagar o espaço ao redor até que não reste ninguém capaz de disputar o mesmo ar. E quando essa luta acabar e o público começar a procurar explicações para o que aconteceu, vocês dois vão perceber a mesma coisa que todo mundo percebe tarde demais: inspiração não vence combates, elegância não controla caos… e quando Corey Graves entra no ringue, o máximo que sobra para os outros é descobrir o quão rápido conseguem cair.

      Role Model acredita que inspiração é poder. Que ser exemplo, ser símbolo, ser figura de referência cria algum tipo de vantagem competitiva. Mas inspiração não é uma ferramenta individual. O público pode olhar para você e ver um modelo. Eu olho e vejo alguém que ainda precisa provar que consegue existir sem aprovação.
      Andrade, por outro lado, carrega sua pose e confiança, o problema é que confiança não se anuncia… ela se manifesta. Estilo impressiona. Técnica encanta. Mas quando o espaço começa a fechar e as decisões precisam ser feitas em frações de segundo… um peito estufado raramente é o fator decisivo.

      E isso nos traz de volta ao ponto central. Essa luta não define campeão. Não define legado. Não define destino. Mas define algo igualmente interessante: quem ainda consegue controlar a própria narrativa depois que o sistema tentou desviá-la. Vocês entram no meu ringue tentando recuperar algo perdido, conquistar um espaço nessa cova de leões, uns menos ferozes do que outros. Eu entro porque cada combate é mais uma oportunidade de lembrar a todos que consistência sempre vence espetáculo no longo prazo. Role Model quer provar que representa algo maior. Andrade quer provar que pertence ao topo. Eu não preciso provar nada. Eu apenas preciso continuar sendo o homem mais difícil de remover do caminho, porque momentum não é uma sequência de vitórias. Momentum é presença. E enquanto eu continuar entrando nesses ringues… a direção da Wrestling Society sempre vai, inevitavelmente, voltar a apontar para mim.

      Corey Graves

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